Segurança de Aplicações Web
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PGP cracking, vulnerabilidade Linux, estatísticas, Gumblar e mais algumas coisas
Nov 4th
Como não tem havido muito tempo para escrever muitas coisas, aqui fica um pequeno apanhado de algumas das notícias relacionadas com segurança de informação nos dias que passaram.
Usar cloud computing para quebrar o PGP
O Cloud Computing tem vindo a permitir alguns projectos interessantes, que não teriam sido tentados anteriormente sem o barato, flexível, disponível e simples acesso que permite liberar o poder de computação que “nuvem” proporciona.
Uns tipos resolveram aproveitar o poder computacional proporcionado pela cloud (Amazon EC2) e resolveram montar um projecto para quebrar as palavras-passe PGP dos ficheiros ZIP. Para isso usaram parte do software da Elcomsoft Distributed Password Recovery. O software a correr num computador dual core com Windows 7 iria demorar cerca de 2100 dias para quebrar as palavras-passe num ataque de força bruta. O objectivo é reduzir este número para um valor bastante mais aceitável…
Interessante.
Vulnerabilidade no Kernel Linux
Foi descoberta uma vulnerabilidade no kernel Linux que afecta a maioria das versões do Linux e que pode permitir que utilizadores não confiáveis possam conseguir o controlo completo sobre o sistema operativo open-source.
Esta vulnerabilidade foi apenas corrigida na próxima release candidate 2.6.32 do kernel do Linux, fazendo com que praticamente todas as versões de produção em utilização estejam neste momento vulneráveis.
Mais detalhes podem ser obtidos aqui.
Relatório de estatísticas de vulnerabilidades Web
O Web Application Security Consortium (WASC) publicou o WASC Web Application Security Statistics Project 2008. Os objectivos deste projecto eram os seguintes:
- Identificar a prevalência e a probabilidade das diferentes classes de vulnerabilidades;
- Comparar as metodologias de testes com os tipos de vulnerabilidades que as mesmas seriam capazes de identificar.
Ao que parece, o Gumblar está de regresso. O Gumblar infecta sites de web vulneráveis como forma de comprometer PCs que estejam igualmente vulneráveis.
Recentemente, foram encontrados milhares de sites em que havia sido colocado um IFRAME, como forma de colocar conteúdo de um site num outro. Este IFRAME redireccionava o tráfego para o domínio gumblar.cn. O Gumblar tentava então explorar o computador do utilizador através de vulnerabilidades encontradas em software da Adobe Systems em produtos como o Flash ou o Acrobat Reader e em seguida distribuir o seu código malicioso.
Mais informações sobre esta perigosa ameaça podem ser encontradas neste artigo.
Evitar o malware do Windows usando um Live CD Linux
Oct 14th
Recentemente foi publicado um artigo no Washington Post que relatava os riscos que as pequenas e médias empresas corriam no acesso às suas contas bancárias online, em especial se usassem computadores baseados no sistema operativo Windows.
Segundo o autor do artigo, depois de ter analisado algumas situações, a utilização de computadores com Windows é um risco demasiado grande para as organizações por causa da proliferação de malware para estas plataformas, que procuram interceptar os dados de acesso às contas bancárias, e com isso tirar partido dos dados de acesso para realizar desvios de fundos.
Assim, o autor do artigo recomenda, entre outras coisas que o acesso às contas bancárias seja realizado a partir de um único computador (especificamente destinado para esse efeito), e que o mesmo seja ligado usando um Live CD com uma distribuição de Linux, para acesso às contas bancárias online da empresa. Quase todas as distribuições de Linux, oferecem o acesso a um Live CD, basta escolher a preferida.
Este é um problema grave, pois existe malware que permite efectuar um bypass dos diversos controlos de acesso e de autenticação dos serviços de banca online. Este é um problema sério e preocupante.
A utilização de um Live CD de Linux, permitirá que se tenha sempre um computador “limpo”, com toda a segurança oferecida por um sistema Linux, de cada vez que o mesmo arranca. Como não é possível escrever no CD, todos os dados, depois de terminada a sessão e desligado o computador, perdem-se. Logo, da próxima vez que se ligar é um computador “limpo” de novo.
Vale a pena ler, não só o artigo, assim como toda thread de comentários, que por si só é um manancial de informação “viva” muito interessante.


